6 lugares na Europa para quem gosta de música

Europa e fazer turismo relacionado à música são duas coisas que, para mim, andam juntas. Muito disso deve ter a ver com o fato de boa parte das minhas bandas favoritas serem de lá… Tem a ver com toda a efervescência cultural – seja no passado ou nos tempos atuais – do velho continente. Há infinitas possibilidades de passeios musicais, para quem quer planeja uma viagem pelos países europeus. Às vezes por pura coincidência (e muito frequentemente com planejamento), acabo fazendo passeios culturais relacionados à música em minhas viagens. Seguem dicas de 6 lugares na Europa para quem gosta de música e quer fazer esse tipo de passeio.

Veja 6 lugares na Europa para quem gosta de música.
1. Olavinlinna, Finlândia

Olavinlinna é um castelo medieval de origem do século XV localizado na cidade de Savonlinna, na Finlândia. Foi construído com o objetivo de proteger a região dos russos e garantir a supremacia dos suecos. Atualmente, é um espaço de cultura com museu, exposições, peças de teatro e, claro, música!

O castelo tem um teatro onde são feitas apresentações musicais, principalmente, de música clássica. Além disso, há todo ano desde 1912 um festival de ópera chamado Savonlinna Opera Festival que acontece na temporada de verão. É possível chegar até Savonlinna, saindo de Helsinque, de ônibus ou trem (com troca de trem). A viagem dura cerca de 5 horas e, pela empresa de bus Onnibus, é possível encontrar valores promocionais de 1 euro por trecho.

2. Erarta, São Petersburgo

Sou suspeita para falar desse lugar. Em todas as 7 vezes que fui a São Petersburgo, fui ao Erarta. Este é um museu de arte contemporânea com exposições permanentes, temporárias, espaço para artistas venderem suas obras, café, restaurante, eventos relacionados a moda e design e, para nossa felicidade, shows! Esse lugar oferece uma mistura de várias coisas que amo: arte contemporânea, culinária e música <3 Super hipster? YESSSSS, haha. Para achar um show legal durante sua visita à cidade entre no site deles.

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Uma vantagem é que o museu mantém uma agenda de eventos agitada mesmo durantes os meses mais frios. Os shows vão desde artistas russos a bandas internacionais, como o Gang of Four e a também inglesa 65daysofstatic, que tocou lá em abril deste ano. O museu abre todos os dias, exceto terça, das 10 às 22 horas e sua entrada custa 500 rublos (em torno de 26 reais, em março 2017). Para chegar ao Erarta, sempre ia de metrô (descer na estação Vasileostrovskaya/Василеостровская da linha verde), mas tinha que andar 2 km a pé até chegar ao museu. Isso não me incomodava, pois gosto de conhecer partes não turísticas. Existem ônibus que param bem mais perto, vale a pena perguntar na acomodação, caso não queira enfrentar a caminhada.

 

3. Le Botanique, Bruxelas

O antes jardim botânico e orangerie (uma espécie de estufa chique), é hoje um complexo cultural e espaço para shows. Existem jardins na parte da frente do prédio e que fazem este lugar ter um clima bucólico que mistura uma atmosfera pomposa da arquitetura e jardins do lugar com música e arte contemporânea. Das bandas de que gosto que já tocaram lá estão Blode Redhead, Phoenix, Band Of Skulls, The Rakes, Yelle, Bombay Bicycle Club, Nouvelle Vague, dentre várias outras.

Em 2011, quase consegui ver a (extinta?) banda Cansei de ser sexy no Botanique… Mas pelo menos fui ver o prédio, exposições e jardins que são bem bonitos. O site do lugar tem o calendário com as informações de programação de shows e exposições. Os ingressos podem ser comprados no próprio site e basta imprimi-lo após recebê-lo por e-mail. Outra facilidade é a localização central e o fato de haver uma estação de metrô – de mesmo nome – logo ao lado com duas linhas (a 2 e a 6).

4. The Cavern Club, Liverpool

Não tenho a menor vergonha de dizer que não sou fã de Beatles. Podem me crucificar, haha. Mesmo assim, fiz questão de ir no The Cavern em Liverpool. Por que? Simples: gosto de rock, história e bares/baladas em porões. E o The Cavern Club é uma combinação dos três. Foi aberto em 1957 onde era antes um depósito de frutas e antes disso um abrigo na Segunda Grande Guerra. Na época, foi criado especialmente para o jazz.

Mas isso não durou muito graças à John Lennon que tocou, apesar da resistência da própria banda, Don’t be cruel do (ainda vivo?) rei do rock, Elvis Presley. Depois de alguns anos, em 1961, os Beatles fizeram sua primeira apresentação no The Carvern Club. Foi nela que Brian Epstein – o manager que conseguiu o primeiro disco da banda – os viu pela primeira vez. Atualmente, é um lugar turístico e onde se pode ouvir música ao vivo diariamente, como covers dos Beatles, mas também alguns shows (meio que secretos) de bandas. Dos que já fizeram isso, estão o Arctic Monkeys e Jake Bugg.

5. Grafton Street e Temple Bar Street, Dublin

A chance de você se deparar com Glenn Hansard (do filme Once) tocando violão e colocando o coração para fora na Grafton Street em Dublin é beeem pequena… Verá certamente vários outros artistas de rua com suas guitarras, amplificadores e criatividade. Lembro de um dia que estava fazendo o free walking tour de Dublin e paramos por um breve tempo na Grafton. Tempo suficiente para ver um cara super novo fazendo um som muito bom com uma bateria feita de materiais reutilizados, como canos.

Outra rua musical de Dublin é a Temple Bar Street, onde fica o bar de mesmo nome. A rua é super agitada à noite. Bêbados andando pra lá e pra cá, artistas de rua, fast foods (incluindo kebabs, yey) e vários pubs com música ao vivo. Pode ser super turistão, mas é uma experiência muito legal e perambulando pela região (chamada Dublin 2), você consegue achar vários tipo de lugares. Não deixe de ir no Temple Bar, o mais famoso da rua e com música ao vivo de qualidade todos os dias da semana. A entrada, como em muitos outros pubs, é gratuita!

6. O muro de John Lennon, Praga

Beatles de novo! Para quem não gosta deles, eu estou falando muito sobre a banda… Mas é inegável a importância que tiveram para a cultura pop e no mundo. Tanto que surgiu, em pleno regime comunista, um muro em homenagem ao Lennon na linda e histórica Praga. Antes de ler sobre o muro, eu pensava: por que diabos há um muro com o nome do John Lennon no centro histórico de Praga?!

Em homenagem ao artista, jovens da cidade fizeram uma espécie de túmulo para ele com grafites e trechos de suas músicas. Isso tudo ainda correndo o risco de sofrerem a punição para esse tipo de crime na época: prisão. Diz a lenda que, antes da morte do Lennon, esse muro já era usado por adolescentes muito possivelmente, oprimidos pelo regime. Eles faziam inscrições sobre overdoses de amigos, acidentes de carros e outras mazelas da vida… O muro continua sendo pintado em homenagem ao Lennon e possui várias e várias camadas de tinta, mas as inscrições originais continuam lá, por baixo de tudo.

Gostou de nossas dicas de 6 lugares na Europa para quem gosta de música? Tem alguma dúvida ou sugestão? Fala pra gente aí embaixo 🙂

* Foto em destaque por Roman Boed.

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