Como foi o show do Green Day em Curitiba @ 5/11/17

green day em curitibaEssa foi uma das primeiras bandas em que me aventurei a buscar músicas no Napster. “Waiting”, “Basket Case” e “She” foram algumas delas, perdurando até a adolescência com o American Idiot, depois disso, muito provavelmente com a queda do Rock do topo das paradas, acabei me esquecendo do Green Day.

Com o anúncio do show do Green Day em Curitiba, pensei comigo mesmo: “é agora ou nunca”! Show dos caras no quintal de casa, bem capaz de não acontecer novamente.

Sem nenhuma expectativa e informações sobre como estavam as apresentações, fui para a Pedreira em um domingo com previsão de tempestade, que por sorte não ocorreu.

Posso falar para vocês como me surpreendi com o show desses caras: um dos melhores do ano para mim. Parecia show de axé com Billie Joe, Tré e Mike não parando um único momento, sempre pedindo a participação do público com pulos, cantorias, gritos, palmas etc. Realmente fazendo com que nós participássemos do show.

Momento marcante ficou por conta do Billie chamando alguém para tocar guitarra com a banda. Acabou ficando 2 minutos perguntando para as pessoas próximas do palco e ninguém se apresentando, até que um pequeno ser humano de 13 anos de idade chama a responsabilidade e dá a cara pra bater. O vocalista ensina rapidamente os 3 acordes e o rapaz mete bronca.

É gratificante ver uma nova geração indo num show desses e levando a guitarra pra casa, afinal, esse é o sonho de muitos. É bom pensar que num futuro próximo ele pode ser um rockstar tendo a própria banda e não apenas por um dia, influenciando outras pessoas, como o Green Day fez com ele naquela noite de domingo.

Sensação maravilhosa de escutar a Pedreira inteira cantando “Basket Case” e “She” logo em sequência, perceber que ali estavam pessoas dos anos 80 e 90, cantando as músicas favoritas da infância e adolescência a muito reprimidas pela falta de oportunidade de ver a banda.

Fiquei bastante feliz do Green Day saber colocar os clássicos na hora certa e encaixar músicas mais recentes, por outro lado o excesso de enrolação com jams e riffs, e a maciça necessidade da participação do público um tanto cansado no final, me faz pensar que um show é suficiente.

Saí muito satisfeito pelo que vi e feliz por perceber que as pessoas ao redor também estavam. Vale muito a pena ver a banda tocar, eles tem energia de sobra, inclusive com a acertada “Good Riddance” encerrando a noite, apenas no violão evidenciando a voz do público.

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