Foo Fighters e a tal da música de abertura

Espírito de porco é o cara que toca “Aurora” na abertura de um show de três horas e meia, como fez o Foo Fighters na sexta-feira, 4 de agosto. Para saber mais de como foi essa noite e assistir vídeos, clique aqui.

Dos 5 shows que fui desses arrombados, ainda não posso dizer que vi o que queria ou o suficiente para dizer que estou satisfeito.

É aquela coisa da 1ª música, sabe?

A falta de “Bridge Burning” em 2012 “arruinou” o show inteiro. Eles preferiram iniciar com “All My Life”, que fatalmente estaria no repertório de qualquer forma. Essa noite ainda teve a participação da Joan Jett tirando “These Days” do setlist…

Em 2015 escolheram abrir com “Something for Nothing”. A música explica meu sentimento. Não é nem de longe uma música de abertura como “Bridge Burning”, “All My Life”, “My Hero”, ou até a própria semente da discórdia “Aurora”.

A música de abertura é a mais importante da apresentação inteira porque ela te coloca (ou não) no clima. Um show só é inesquecível e perfeito quando começa com uma abertura arrebatadora. Ainda mais quando você ama uma banda, como é o meu caso com o Foo Fighters.

Dizem que a banda volta ao Brasil em breve para apresentar meia hora de punheta em “Monkey Wrench” e 45 minutos de porra nenhuma em “My Hero”, além de um prometido encerramento épico com “Everlong”.

Caro Dave Grohl, você mesmo que ouviu eu e o Sami Auni Ibrahim gritando por “Aurora” na grade em Porto Alegre (e fez um joinha esperançoso) e mandou a gente calar a boca em Belo Horizonte. Você ainda me deve O show, cara.

Quero chuva em “Everlong” e não estou nem aí se você não pode fazer nada sobre isso. Se vira.

Quero que você não seja esse cuzão que repete as mesmas piadas em todos os shows (repetir música e repertório já me dá vontade de virar o meu cu ao avesso com as unhas do Zé do Caixão, mas repetir PIADA é o cúmulo do piloto automático).

Quero que você coloque na sua cabeça que as suas referências de rock progressivo são apenas suas. Conceito de jam envolve variação e o que vocês fazem é apenas uma masturbação chata pra caralho que faz brilhar os olhos apenas de quem não viu shows o suficiente na vida.

Quero que você pare de vender um show de 3h, quando mais de uma hora delas são dedicadas às enrolações. Show do FF tem menos de 2h se você analisar o repertório.

Quero que você aprenda a fazer show de rock com o Pearl Jam, que em 11 shows em 2015 apresentou mais de 100 músicas. Você e sua máquina de replay não chegaram nem perto disso com suas 84 apresentações no mesmo ano. Se Eddie Vedder consegue, desculpe, mas você deveria conseguir também. Seu cuzão.

Quero que você pague o que deve, seu motafoca. Não acredito que nunca vou ver O show do FF que sei que a banda é capaz de fazer.

SETLIST – FOO FIGHTERS NO METRO, EM CHICAGO – 04/08/2017

Aurora
Run
All My Life
Times Like These
White Limo
Learn to Fly
The Sky Is a Neighborhood
Something From Nothing
The Pretender
Big Me (slow version)
Cold Day in the Sun
Congregation
La Dee Da
Walk
These Days
My Hero
Skin and Bones
Dirty Water
Rope
Arlandria
Sunday Rain
Mountain Song (Jane’s Addiction cover) (com Perry Farrell)
Monkey Wrench
This Is a Call
I’ll Stick Around
Miss You (The Rolling Stones cover)
Under Pressure (Queen cover)
Stay With Me (Faces cover)
Breakdown (Tom Petty and the Heartbreakers cover)
Best of You
Let There Be Rock (AC/DC cover)
Everlong

2 comentários em “Foo Fighters e a tal da música de abertura

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