“Tranquility Base Hotel & Casino” o sexto disco do Arctic Monkeys está entre nós.

Convidei o querido Henrique Redondo, do Walking Cast, para deixar suas impressões num review de Tranquility Base Hotel & Casino, novo disco do Arctic Monkeys. Confira abaixo:

Tranquility Base Hotel & Casino

É a mesma banda que fez aquela música chamada ‘Brianstorm’?”. Imagino que muita gente pensou isso, apesar das mudanças já apresentadas pela banda ao longo dos anos. Mas sim, é a mesma banda, e eles eram adolescentes na época de ‘Brianstorm’, e como todo adolescente se torna adulto, os macacos do ártico fizeram isso rápido, nem deu para aproveitar a vida madura do quinto disco o ‘AM’ e já logo chegaram na terceira idade buscando a famigerada “Tranquility”, isso não é uma critica negativa (eu acho).

Ainda tenho diversas dúvidas sobre o disco, e estou entre o “será?” e o “não sei não, hein?”. Talvez seja só o efeito ‘Humbug’ me afetando quase 10 anos depois, e daqui uns 2 anos seja um disco que me arrepie, pode ser que eu atinja a tranquilidade também.

A cordialidade britânica foi aplicada de vez, trazendo toques do que parece ser uma carreira solo e uma sofisticação que me irrita. Saudades do AGILE BEAST. Alex traz um ar anos 80 na sonoridade que parece que ele viu ‘Stranger Things’. E o que esperar de um disco que começa com a frase “eu queria ser um dos Strokes”? Desculpe ae fãs de Strokes, mas não me desce.

A segunda música, “One Point Perspective” já emenda praticamente no mesmo tema da primeira sobre a vida de fama e grana, numa coisa que trás a sensação de ser o ponto de vista do vocalista, isso eu curti. Inclusive ele faz críticas ao que parece ser ele mesmo, eu entendi, mas em algum momento me perdi na linha de pensamento.

“American Sports” se você não estiver prestando atenção nem percebe que começou, e menos ainda que terminou, propositalmente feita para uma pessoa fã de esportes como eu, que não entendo regra nem de ping-pong.

Enfim, todo o resto do disco é muito bem trabalhado, muito bem equilibrado, não existem falhas ou aberturas para devaneios e desvios que mesmo quando propositais são geniais, não dá nem vontade escrever sobre porque seria redundante.

Review Tranquility Base Hotel & Casino: é bom ou não?

O disco errou por ser perfeito demais, e agora, já é para mim só um amigo chato que a gente atura porque hora ou outra fala uma coisa legal. E cheguei a essa conclusão antes do fim, neste exato momento estou na música “Batphone” que tem um agudinho instrumental que é bem inconveniente, mas se transforma numa guitarra tímida e distorcida que me levou a acreditar que nos 45 do segundo tempo a gente ia surtar, não entendo de esportes, mas sei o que isso significa, mas estava enganado, foi minimamente pensado tudo de novo.

Não sei se é um disco que vou revisitar tão cedo, não estou em um momento perfeito e alinhado mentalmente falando, ninguém nunca vai estar, e não sou sofisticado o suficiente para isso, ele não me serve, ficou apertado em meus ouvidos.

Em determinado momento de determinada musica Alex parece adivinhar a opinião da CRITICA ESPECIALIZADA uuuh, e já anuncia que vai dar ‘quatro estrelas’ de cinco. Desculpa aí Alex, eu dou três, mas quem sou eu, né?

Reviews de Tranquility Base Hotel & Casino na imprensa

Review da Newsday:

Alguns músicos precisam de um pouco de distância quando querem revelar suas verdades.” – Leia o texto completo

Review Tenho Mais Discos Que Amigos

Tranquility Base Hotel & Casino é uma verdadeira obra de arte. Muito bem pensada, fundamentada, repleta de conceitos e com o claro amor do artista aplicado a ela. Mas o que isso significa?” – Leia o texto completo

Resenha do Audiograma para Tranquility Base Hotel & Casino

Harmoniza com um bom scotch.” – Leia o texto completo

Crítica de Tranquility Base Hotel & Casino pela Popload

“Basicamente, é uma trilha sonora para a cena do baile em “O Iluminado”, só que situado numa estação espacial, com roteiro e direção do criador de “Black Mirror”.” – Leia o texto completo

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