O silêncio que pairava sobre o nome Rush desde o fim da turnê R40, em 2015, foi quebrado da forma mais impactante possível. Sem anúncios prévios ou teasers misteriosos, Geddy Lee e Alex Lifeson subiram ao palco do Juno Awards para provar que a chama do power trio canadense ainda queima com intensidade máxima.
A escolha da música foi um deleite para os puristas: “Finding My Way”. A faixa, que abre o disco de estreia autointitulado de 1974, não era tocada na íntegra pela banda desde 1980. Ver os “dinossauros” do prog revisitando suas raízes mais cruas e viscerais foi um choque de nostalgia e vitalidade que levou a plateia às lágrimas.
A Nova Batida: Anika Nilles assume o “Trono de Peart”
A pergunta que ecoava na mente de cada fã era: quem teria a coragem (e a técnica) de sentar no banco que pertenceu ao mestre Neil Peart? A resposta veio na forma da virtuosidade de Anika Nilles. Conhecida por seu trabalho impecável com Jeff Beck e por ser uma das bateristas mais respeitadas da cena instrumental moderna, Anika não tentou apenas mimetizar Peart; ela trouxe sua própria assinatura polirrítmica para o som do Rush.
O respeito ao legado, no entanto, foi o fio condutor da noite. Durante a performance, o telão exibiu imagens raras e emocionantes da formação clássica com Neil Peart, transformando o show em uma celebração da vida e da obra do “Professor”. Foi a bênção necessária para que o Rush pudesse, finalmente, seguir adiante.
Turnê “Fifty Something”: O Brasil no Rota da Glória
Se a apresentação surpresa já não fosse o suficiente para causar um colapso nos servidores de venda de ingressos, a banda confirmou a turnê mundial “Fifty Something”, celebrando os mais de 50 anos de história. A jornada começa em junho de 2026 pela América do Norte e México, mas o prato principal para nós está reservado para o início de 2027.
O Rush não virá apenas para uma data simbólica; eles planejaram uma verdadeira residência em solo brasileiro, com seis shows confirmados. É a maior passagem da banda pelo país em toda a sua história, visitando capitais que raramente entram na rota de turnês desse porte.
Calendário Rush no Brasil (Janeiro/Fevereiro 2027)
| Data | Cidade | Local |
| 22 de Janeiro | Curitiba | Arena da Baixada |
| 24 de Janeiro | São Paulo | Allianz Parque |
| 26 de Janeiro | São Paulo | Allianz Parque (Data Extra) |
| 30 de Janeiro | Rio de Janeiro | Estádio Nilton Santos (Engenhão) |
| 01 de Fevereiro | Belo Horizonte | Estádio Mineirão |
| 04 de Fevereiro | Brasília | Arena BRB Mané Garrincha |
O Veredito do Viajante Musical
Para quem viaja atrás de experiências transcendentais, ver o Rush ao vivo é o equivalente a visitar uma catedral sonora. A química entre Geddy Lee (que mantém o alcance vocal e as linhas de baixo complexas) e Alex Lifeson (com seus timbres de guitarra que definiram o gênero) é algo que o tempo não conseguiu desgastar.
O anúncio de seis datas no Brasil mostra que a banda reconhece o calor e a fidelidade do público brasileiro, que sempre tratou o Rush como realeza. Se você perdeu a chance de vê-los em 2002 ou 2010, 2027 será a sua redenção. Prepare os ouvidos para o “YYZ”, o “Tom Sawyer” e, agora, para a redescoberta de “Finding My Way”.
E você, o que achou da escolha de Anika Nilles para a bateria? Acha que ela vai conseguir segurar a pressão de tocar os solos matemáticos de Peart em uma turnê completa? Comenta aqui embaixo em qual dessas cidades a gente vai se encontrar na fila do gargarejo!

