Kanye West pede desculpas por apologia ao nazismo

Kanye West pede desculpas por apologia ao nazismo e culpa “lesão cerebral” por sua queda livre

Gênio, louco ou apenas desesperado?

Se você achou que o roteiro de 2026 não poderia ficar mais estranho, segure meu fone de ouvido. O homem que um dia disse que “George Bush não se importa com pessoas negras” e que, anos depois, professou amor a Adolf Hitler, resolveu abrir a carteira (ou o que sobrou dela) para pedir perdão. No melhor estilo “old school”, Kanye West — ou simplesmente Ye — comprou uma página inteira no Wall Street Journal para tentar explicar o inexplicável.

A carta aberta, publicada nesta segunda-feira (26), é um mergulho profundo no caos mental de um artista que viu seu império bilionário virar pó enquanto ele abraçava o símbolo mais destrutivo da história: a suástica.

A desculpa do “Lobo Frontal”: O acidente de 2002 volta à tona

Kanye não deu apenas um “foi mal, tava doido”. Ele trouxe recibos médicos. Segundo Ye, o famoso acidente de carro de 2002 — aquele que nos deu o clássico “Through the Wire” — deixou sequelas muito mais graves do que uma mandíbula quebrada. Ele afirma ter sofrido uma lesão no lobo frontal direito, diagnosticada apenas em 2023, que teria detonado um Transtorno Bipolar tipo 1 em modo turbo.

O rapper descreve um estado de “psicose e paranoia” que o fez perder o contato com a realidade. Para quem viajava o mundo para ver seus shows monumentais, assistir ao Ye vender camisetas com suásticas e lançar faixas com títulos antissemitas foi como ver um ídolo se desintegrar em tempo real.

“Eu não sou nazista, eu amo o povo judeu”

Na carta, Ye tenta o impossível: desvincular sua imagem da ideologia que ele mesmo promoveu nos últimos anos. Ele afirma que, em seus episódios de mania, gravitou em direção ao proibido apenas pelo desejo autodestrutivo de chocar.

“Lamento e estou profundamente envergonhado… Isso não justifica o que fiz. Eu não sou nazista nem antissemita. Eu amo o povo judeu”, escreveu o músico.

Convenhamos: é um “rebranding” difícil de engolir para quem foi proibido de tocar até em São Paulo pelo prefeito Ricardo Nunes por medo de apologia ao ódio. O estrago na marca Yeezy e em sua reputação global foi tão grande que Kanye deixou de ser bilionário e tornou-se um pária que ninguém queria contratar.

O timing perfeito: Álbum novo na sexta-feira

Aqui entra o nosso radar de SEO e malícia pop: Ye se prepara para lançar um novo disco nesta sexta-feira, 30 de janeiro. Coincidência? No mundo de Kanye West, o perdão geralmente vem acompanhado de um link de pré-venda.

É fascinante notar que ele atribui sua “clareza” atual à medicação, terapia e… ao Reddit. Sim, o homem que se comparava a Steve Jobs e Jesus agora busca conforto em fóruns online para entender que não está sozinho em seus surtos. É um banho de humanidade (ou de estratégia) para quem sempre se colocou acima dos mortais.

O fim da linha para o “Viajante do Caos”?

Para nós, que acompanhamos a música como uma forma de viagem espiritual e cultural, o caso Kanye é um alerta. Ele pede paciência e compreensão, alegando que “morreu” várias vezes por dentro no último ano. Mas a pergunta que fica no ar das redes sociais é: o talento justifica a tolerância?

Se ele está realmente em tratamento e buscando redenção, 2026 pode ser o ano da maior fênix da história do hip-hop. Se for apenas mais um ciclo de mania seguido de um lançamento comercial, poderemos estar assistindo aos últimos atos de um gênio que se perdeu no próprio labirinto.


E aí, viajante? Você aceita o pedido de desculpas de Ye ou acha que a página no Wall Street Journal foi só uma tentativa cara de limpar a barra antes do álbum novo? O “novo Kanye” merece seu play na sexta-feira? Deixe seu comentário (sem filtros!) aqui embaixo.