Os clássicos dos Rolling Stones onde Keith Richards assumiu o baixo

Os clássicos dos Rolling Stones onde Keith Richards assumiu o baixo

Keith Richards é, sem dúvida, o guitarrista. É difícil encontrar alguém que empunhe uma seis-cordas e não tenha sido influenciado pelo seu estilo “sem frescura e cheio de ganchos”. Com uma filosofia de “menos solos, mais riffs”, Richards mudou as regras do jogo. Enquanto o mundo do rock se perdia em virtuosismos técnicos nos anos 70, ele fincava o pé na simplicidade do blues e do jazz, afirmando com desprezo: “Não estamos tocando para gênios”, mas sim pela diversão.

No entanto, o que muitos fãs não sabem é que alguns dos graves mais icônicos da discografia dos Stones não vieram das mãos de Bill Wyman, mas sim do próprio Keith. Segundo a Far Out Magazine, Richards “invadiu” o território das quatro cordas em momentos cruciais da história da banda.

O segredo por trás de “Sympathy For The Devil” e “Jumpin’ Jack Flash”

Se você fechar os olhos e ouvir a linha de baixo pulsante de “Sympathy For The Devil”, saiba que é Keith quem está ali. Enquanto ele assumia as graves frequências, Bill Wyman estava ocupado ajudando Charlie Watts na percussão, tocando o shekere.

A história se repete em “Jumpin’ Jack Flash”. Richards não apenas criou aquele riff de guitarra que parece um trovão, mas também gravou o baixo, os vocais e até parte da percussão. Wyman, por sua vez, ficou responsável pelo órgão. Em “Street Fighting Man”, a ausência de Wyman é total: Keith gravou tudo, garantindo que a energia crua da canção não se perdesse em discussões de estúdio.

Uma lista de respeito

O talento de Keith para o baixo não foi um evento isolado. Ele espalhou seu toque em diversas eras da banda:

  • Anos 60: “Let’s Spend The Night Together” e “Under My Thumb”.

  • Fase de Ouro: “Live With Me” (do álbum Let It Bleed) e a explosiva “Happy”.

  • Anos 70: “Doo Doo Doo Doo Doo (Heartbreaker)”.

Mas por que trocar de instrumento?

A pergunta que fica é: por que Keith assumiria o baixo tendo um músico dedicado para isso? A resposta é simples: a dinâmica caótica e orgânica dos Stones.

A banda amava gravar ao vivo, capturando a energia do momento. Muitas vezes, Keith estava demonstrando uma ideia de música no baixo e o take ficava tão bom que eles simplesmente decidiam mantê-lo. Além disso, durante as gravações turbulentas de Beggars Banquet, marcadas pelo declínio de Brian Jones, a banda queria agilidade. Se Keith estava com o instrumento na mão e a ideia na cabeça, eles gravavam e pronto. Sem burocracia, apenas rock and roll.

O Legado Multitarefa

Isso só prova que o gênio de Keith Richards não tem fronteiras. Ele entende a música como um todo, focando no que a canção precisa para “pegar” na mente do público. Se para isso ele precisasse deixar a guitarra de lado por um momento e sustentar o ritmo no baixo, ele o faria com a mesma maestria e desdém pelas regras técnicas.


E você, já tinha percebido que o baixo de “Sympathy For The Devil” tinha o DNA do Keith? Acha que o som dos Stones mudava muito quando ele assumia as quatro cordas? Comenta aqui embaixo e vamos celebrar o homem que faz tudo parecer fácil!