A era dos “shows póstumos” ganhou um capítulo pesado. Recentemente, durante a Licensing Expo em Las Vegas, Sharon e Jack Osbourne anunciaram uma parceria com a empresa Hyperreal para lançar um avatar holográfico de Ozzy Osbourne em unidades holográficas de alta tecnologia (as chamadas Proto Luma) nos EUA e no Reino Unido ainda neste ano, segundo o Far Out Magazine.
A reação dos fãs e puristas do rock foi imediata e implacável, acusando a família de mercantilizar a imagem do cantor de forma artificial. Diante do backlash, Jack usou uma transmissão ao vivo em seu canal no YouTube para rebater os comentários e garantir que o projeto é digno do legado do pai.
Tecnologia de ponta, não apenas “ChatGPT”
Jack fez questão de enfatizar que o público não deve esperar uma imitação barata ou malfeita.
“Aqui está a parada: o que estamos fazendo vai ser de muito bom gosto. Não vai ser uma prra de uma palhaçada”*, disparou Jack. “E é algo realmente complexo. Não estamos apenas conectando uma imagem do meu pai ao ChatGPT. Estamos trabalhando com tecnologia de altíssimo nível. Vai parecer muito real e a forma como será utilizado é meio insana.”
O filho do Madman ainda trouxe um argumento emocional para acalmar os fãs: segundo ele, a ideia não surgiu do nada. Ozzy e a família chegaram a discutir a possibilidade de um projeto em IA antes do falecimento do cantor. “É algo que eu acho que meu pai curtiria. Nós conversamos sobre isso antes de ele partir. Então, sim, eu sei que ele estaria amarrado nisso.”
Como vai funcionar o “Ozzy de IA”?
Se a promessa de Jack é de algo realista, a descrição dada por Sharon Osbourne mostra o quão ambiciosa — e assustadora — é a proposta. A ideia é criar uma experiência interativa global.
“Você poderá perguntar qualquer coisa ao Ozzy, e ele responderá com sua própria voz — e as respostas serão exatamente o que o Ozzy diria”, explicou Sharon. “Vamos levar isso para o mundo todo. As pessoas poderão falar com ele, e ele responderá.”
A empresa por trás do projeto, a Hyperreal, já tem experiência no ramo da nostalgia digital. No ano passado, eles criaram um avatar interativo da lenda dos quadrinhos Stan Lee para a Comic Con de Los Angeles, onde cobravam 15 dólares para que os fãs pudessem bater um papo holográfico com o criador do Homem-Aranha.
O Veredito do Viajante Musical
Para quem viaja o mundo atrás de festivais e consome a história do rock, a discussão sobre hologramas e IA divide corações. Por um lado, há o desejo egoísta de experimentar, mesmo que de forma artificial, a energia de um ícone que já se foi. Por outro, há o dilema ético sobre os limites da tecnologia e o respeito à finitude da vida artística.
Ver o “Ozzy Digital” respondendo perguntas com o seu clássico sotaque de Birmingham e suas gírias incompreensíveis será, no mínimo, uma experiência surreal. Resta saber se o público do metal vai comprar a ideia como uma homenagem “de bom gosto” ou boicotar o projeto como uma heresia ao bom e velho rock ‘n’ roll feito de carne, osso e suor.
E você, pagaria para trocar uma ideia com um holograma inteligente do Ozzy ou acha que a família Osbourne passou dos limites dessa vez? Acredita que o Madman realmente teria dado o “bênção” para isso em vida? Comenta aqui embaixo e vamos debater o futuro do rock!

