Qual o possível setlist do Foo Fighters no Rock in Rio 2026
PHILADELPHIA, PENNSYLVANIA - AUGUST 13: Musician Dave Grohl of the Foo Fighters is seen during The Foo Fighters' “Take Cover Tour 2026” on August 13, 2026 in Philadelphia, Pennsylvania. (Photo by Gilbert Carrasquillo/GC Images)

Qual o possível setlist do Foo Fighters no Rock in Rio 2026?

O Foo Fighters volta ao Rock in Rio na próxima sexta-feira, 4 de setembro, como atração principal do Palco Mundo. E, para quem já começou aquela atividade extremamente saudável de tentar adivinhar quais músicas Dave Grohl vai tocar antes de “Everlong” encerrar a noite, os shows realizados pela banda em 2026 oferecem pistas bastante fortes.

A primeira conclusão é tranquilizadora: dificilmente será um daqueles shows de festival em que a banda decide ignorar os sucessos para apresentar 47 minutos de lados B porque está numa fase artística diferente.

O Foo Fighters de 2026 está fazendo exatamente o que se espera de uma banda com mais de três décadas de carreira: misturando obrigatoriedades históricas, algumas escolhas para fãs mais dedicados e material recente.

E existem músicas que já podem ser tratadas praticamente como cláusulas contratuais.

“Everlong”, “Learn to Fly” e “My Hero”, por exemplo, apareceram em todos os 34 shows registrados da banda em 2026 até agora. “Best of You”, “The Pretender”, “Times Like These”, “All My Life” e “Aurora” também possuem presença praticamente absoluta.

Ou seja: se você comprou ingresso esperando ouvir os grandes hinos, pode relaxar.

O verdadeiro mistério está no restante.

O núcleo obrigatório do show

Todo headliner de festival precisa equilibrar duas forças aparentemente incompatíveis: agradar ao fã que conhece o catálogo inteiro e ao sujeito que apareceu porque ouviu “Best of You” no rádio em 2005.

Dave Grohl domina essa matemática.

É praticamente impossível imaginar um show do Foo Fighters no Rock in Rio sem:

“All My Life”
“Learn to Fly”
“The Pretender”
“My Hero”
“Times Like These”
“Best of You”
“Everlong”

Essas são as músicas que transformam uma apresentação da banda em karaokê para 100 mil pessoas.

E “Everlong” merece uma categoria separada.

A música continua sendo o encerramento natural da maioria das apresentações do grupo. Dave pode prolongar conversa, improvisar, apresentar integrante, tocar cover, ameaçar ir embora e voltar… mas quando aparecem aqueles primeiros acordes, todo mundo entende que chegou a hora de gastar o resto da voz.

Se o Foo Fighters terminar o Rock in Rio sem “Everlong”, provavelmente teremos que verificar se Dave Grohl foi substituído por um sósia no meio da apresentação.

“Aurora” ganhou outro peso

Outra presença praticamente garantida é “Aurora”.

A faixa de There Is Nothing Left to Lose deixou de ser apenas uma favorita dos fãs e passou a carregar uma carga emocional ainda maior após a morte de Taylor Hawkins.

Nos últimos anos, Dave Grohl frequentemente dedicou a música ao antigo baterista, que dizia ter “Aurora” entre suas favoritas do catálogo do Foo Fighters.

Em 2026, ela apareceu em 33 das 34 apresentações contabilizadas.

Não é coincidência.

Num show tão simbólico quanto a volta da banda ao Rock in Rio, seria surpreendente vê-la de fora.

O primeiro disco voltou a ganhar espaço

Existe uma notícia interessante para quem gosta do Foo Fighters anterior à transformação completa em banda de estádio: o álbum de estreia está sendo muito bem representado em 2026.

“This Is a Call” apareceu 31 vezes.

“Exhausted”, impressionantes 24.

“Big Me”, 23.

Até faixas como “For All the Cows” e “I’ll Stick Around” surgiram ocasionalmente.

Isso significa que o show brasileiro pode ter espaço para um pequeno passeio pela fase em que Foo Fighters ainda era basicamente Dave Grohl descobrindo o que fazer da vida depois do Nirvana.

“This Is a Call” parece a candidata mais provável.

Já “Exhausted” seria aquele presente para quem sabe que a discografia da banda não começa em “Learn to Fly”.

E “Monkey Wrench”?

Pode separar energia.

“Monkey Wrench” apareceu em 31 shows de 2026 e continua funcionando ao vivo como uma espécie de teste pulmonar coletivo.

É uma das músicas que melhor representam a energia da banda dos anos 1990 e combina perfeitamente com apresentação de festival.

O mesmo vale para “Stacked Actors”, tocada 27 vezes neste ano.

A faixa de There Is Nothing Left to Lose costuma ganhar versões mais musculosas ao vivo e é uma daquelas músicas em que o Foo Fighters lembra que, antes da fama de “banda legal que todo mundo gosta”, existia uma quantidade considerável de sujeira nas guitarras.

As músicas novas também devem aparecer

O Foo Fighters obviamente não vive apenas do passado.

O próprio Rock in Rio destaca “Your Favorite Toy” ao apresentar a atração, indicando a importância da música neste novo momento da banda.

E os números da turnê reforçam isso.

“Your Favorite Toy” já apareceu diversas vezes nos shows de 2026, assim como outras novidades e escolhas recentes.

Portanto, esperar um show formado exclusivamente por clássicos seria ingenuidade.

Dave Grohl sempre reservou algum espaço para mostrar que sua banda continua existindo no presente — mesmo sabendo perfeitamente que naquele momento existe alguém na grade berrando “PLAY EVERLONG” desde as quatro da tarde.

“The Teacher” pode roubar dez minutos preciosos

Uma das escolhas mais interessantes é “The Teacher”, faixa monumental de But Here We Are.

Ela já apareceu em vários shows neste ano e passa facilmente dos dez minutos.

Num show solo, isso não representa problema algum.

Num festival, porém, cada minuto significa potencialmente sacrificar outra música querida.

Se “The Teacher” entrar no Rock in Rio, pode significar deixar de fora duas faixas menores.

A troca vale a pena artisticamente? Sim.

Você conseguirá explicar isso para a pessoa que queria ouvir “Breakout”? Provavelmente não.

“Wheels”, “Rope” e “These Days” estão fortes na disputa

Outra faixa muito provável é “These Days”, executada em 30 apresentações durante o ano.

“Walk” também aparece com enorme frequência e tem todas as características necessárias para sobreviver ao corte de um show de festival: refrão gigantesco, crescimento emocional e Dave Grohl berrando como se alguém tivesse cancelado o último voo de volta para casa.

“Rope” e “Wheels”, ambas com 20 execuções em 2026, entram numa segunda categoria: boas chances, mas dependentes do tempo disponível.

“Breakout”, “Run” e “Under You” também aparecem regularmente.

E é justamente aí que começa a loteria.

Pode ter cover?

Pode.

Foo Fighters sempre teve uma relação perigosamente próxima daquele momento da festa em que alguém pega o violão e começa a lembrar músicas favoritas.

Em 2026, a banda já passeou por trechos ou versões de artistas diferentes e utiliza medleys para apresentar os integrantes.

O problema é que festival brasileiro tem público treinado para cobrar cada segundo.

Se Dave gastar oito minutos tocando covers enquanto “Hey, Johnny Park!” fica de fora, certamente haverá pelo menos quinze discussões nas redes sociais na manhã seguinte.

Mesmo assim, alguma brincadeira desse tipo provavelmente aparecerá.

É quase tradição.

Nosso possível setlist do Foo Fighters no Rock in Rio 2026

Considerando a frequência das músicas durante a atual turnê, o perfil de show para grandes festivais e o catálogo que a banda vem privilegiando, uma previsão bastante plausível seria:

  1. All My Life
  2. Times Like These
  3. Learn to Fly
  4. No Son of Mine
  5. The Pretender
  6. This Is a Call
  7. La Dee Da
  8. These Days
  9. My Hero
  10. Your Favorite Toy
  11. Stacked Actors
  12. Walk
  13. Monkey Wrench
  14. Aurora
  15. Best of You
  16. Everlong

Dependendo da duração disponível, ainda poderiam entrar “Rope”, “Big Me”, “Breakout”, “Under You”, “The Teacher”, “Exhausted” ou alguma surpresa do catálogo.

E o que seria uma surpresa de verdade?

“Hey, Johnny Park!” seria muito bem recebida e apareceu 14 vezes em 2026.

“I’ll Stick Around” seria melhor ainda, embora tenha sido bem mais rara.

“Generator” transformaria uma parte específica do público em adolescentes instantaneamente.

Já alguma escolha ainda mais obscura do primeiro disco provavelmente provocaria aquela cena maravilhosa de 15% da Cidade do Rock entrando em transe enquanto os outros 85% procuram no celular qual música está tocando.

O Foo Fighters tem catálogo suficiente para montar três shows diferentes sem precisar recorrer a enchimento.

Esse é, inclusive, o problema de tentar prever o setlist.

Sempre vai faltar alguma coisa.

Uma certeza acima de todas

Se existe uma música para apostar dinheiro — algo que não recomendamos porque ninguém precisa transformar Dave Grohl em bet — é “Everlong”.

Ela foi tocada em todos os shows da banda registrados em 2026 e continua ocupando aquele espaço especial de música que transcendeu a própria discografia.

Da mesma forma, “My Hero”, “Learn to Fly”, “Best of You”, “The Pretender” e “Times Like These” têm chances altíssimas.

O restante será a diversão da noite.

Foo Fighters sobe ao Palco Mundo em 4 de setembro, fechando um dia que também terá Rise Against, The Hives e Nova Twins.

É provavelmente a escalação mais “vamos finalmente usar a palavra rock sem precisar explicar muito” desta edição.

Agora é esperar Dave Grohl entrar no palco, perguntar umas cinco vezes se o Rio de Janeiro está preparado e começar duas horas de guitarras.

Só não precisa perguntar se vão tocar “Everlong”.

Eles sabem.

Todo mundo sabe.