Taylor Momsen, vocalista do The Pretty Reckless, que vai substituir Chris Cornell no retorno do Soundgarden aos palcos

Quem É Taylor Momsen, a Vocalista Escalada para Substituir Chris Cornell no Retorno do Soundgarden

Taylor Momsen, vocalista do The Pretty Reckless, que vai substituir Chris Cornell no retorno do Soundgarden aos palcos
Foto: Wikimedia Commons (CC BY-SA)

No dia 9 de setembro, o Lumen Field, em Seattle, vai testemunhar uma cena que parecia impossível desde maio de 2017: o Soundgarden de volta a um palco, tocando ao vivo, no intervalo da abertura da temporada da NFL — o duelo entre Seattle Seahawks e New England Patriots, com transmissão pela NBC e pelo Peacock. Só que tem um detalhe que muda tudo: quem vai cantar não é Chris Cornell. É Taylor Momsen, vocalista do The Pretty Reckless. Sim, aquela mesma que talvez você lembre como a Jenny Humphrey de “Gossip Girl” — só que hoje ela grita mais alto que qualquer vilã de série de TV.

Quem é Taylor Momsen, afinal?

Antes de virar um dos vozeirões mais respeitados do hard rock contemporâneo, Taylor Momsen era só “aquela atriz mirim” de comerciais e novelas americanas. A virada aconteceu em 2009, quando ela largou Hollywood para formar o The Pretty Reckless, banda que já emplacou clássicos do rock rádio americano como “Make Me Wanna Die”, “Heaven Knows” e “Death by Rock and Roll”. A voz rascante, o figurino de couro e a atitude confrontadora fizeram dela uma espécie de herdeira natural da geração grunge — não por imitação, mas por afinidade genuína com o peso e a dor que Chris Cornell colocava em cada verso.

A conexão com o Soundgarden não nasceu agora

Momsen não caiu de paraquedas nessa história. O The Pretty Reckless abriu shows da última turnê do Soundgarden, ainda com Cornell vivo, em 2017. Depois da morte do vocalista, ela apareceu em homenagens e shows-tributo cantando faixas da banda — e, mais recentemente, subiu ao palco ao lado dos membros remanescentes na indução do Soundgarden ao Rock and Roll Hall of Fame, em 2025. Ou seja: quando Kim Thayil, Ben Shepherd e Matt Cameron precisaram escolher quem seguraria o microfone, a lista de candidatas já tinha uma única cabeça de fila.

Por que ela — e não qualquer nome badalado do momento

Dava para imaginar a indústria empurrando algum nome de peso só pelo hype. Não foi o caminho escolhido. A decisão parece menos sobre marketing e mais sobre respeito ao material: Momsen já provou, em múltiplas ocasiões, que entende o peso simbólico de cantar Chris Cornell — não como substituição, mas como continuidade de algo que ele ajudou a construir. É a diferença entre “colocar uma celebridade no palco” e “colocar alguém que já chorou junto com a plateia”.

Quem mais sobe ao palco em Seattle

Além do trio original — Thayil, Shepherd e Cameron —, o show ainda vai contar com a participação especial de Mike McCready, guitarrista do Pearl Jam, reforçando o time de peso pesado do grunge de Seattle reunido em cima do palco. Curiosamente, Cameron deixou o próprio Pearl Jam recentemente, depois de mais de 25 anos na banda, o que torna esse reencontro ainda mais carregado de simbolismo para quem acompanha a cena desde os anos 90.

Isso significa que o Soundgarden “voltou” de verdade?

Calma antes de sair procurando ingresso para uma turnê que não existe. Por enquanto, trata-se de uma apresentação pontual — não uma reunião permanente da banda. Mas há um capítulo em andamento que interessa (e muito) a quem é fã: Thayil e Cameron estão trabalhando em um álbum de estúdio final do Soundgarden, usando gravações vocais inéditas que Chris Cornell deixou registradas antes de morrer, com lançamento previsto para 2027. Ou seja, o legado da banda ainda está longe de fechar as portas.

Quando e onde assistir

  • Data: 9 de setembro de 2026
  • Local: Lumen Field, Seattle (EUA)
  • Evento: abertura da temporada da NFL — Seattle Seahawks x New England Patriots
  • Transmissão: NBC e Peacock
  • Vocais: Taylor Momsen (The Pretty Reckless)
  • Participação especial: Mike McCready (Pearl Jam)

Enquanto o show da NFL não chega, dá pra matar a saudade (e entender melhor a complexidade de ocupar o microfone que foi de Chris Cornell) lendo sobre a música que o próprio Cornell odiava gravar — um mergulho nos bastidores mais desconfortáveis da carreira do vocalista. E se o assunto é rivalidade e reverência dentro da cena de Seattle, vale reler também a treta histórica entre Pearl Jam e Nirvana que quase implodiu o grunge antes de ele virar moda.