Poppy, cantora que se apresenta no Rock in Rio 2026, em performance ao vivo

Quem É Poppy, a Cantora Que Foi do YouTube ao Metal Pesado e Estreia no Rock in Rio 2026

O Rock in Rio 2026 já entrou oficialmente no seu “dia do metal”: Sepultura, Avenged Sevenfold e Bring Me The Horizon dominam o Palco Mundo neste sábado (5). Mas é no Palco Sunset, às 20h10, que acontece a estreia mais estranha (no bom sentido) da programação: Poppy. Se a primeira reação foi “quem?”, relaxa — a resposta passa por vídeos bizarros no YouTube, uma persona de robô, um Grammy de metal e uma reinvenção que deixaria qualquer executivo de gravadora com taquicardia.

Poppy, cantora que se apresenta no Rock in Rio 2026, durante show
Poppy leva ao Rock in Rio 2026 a mistura de pop, metal e experimentalismo que marca sua carreira. Foto: Wikimedia Commons (CC BY-SA)

Quem é Poppy? Do quarto para bilhões de views no YouTube

Poppy, nome artístico de Moriah Rose Pereira, construiu carreira do jeito mais 2016 possível: postando vídeos surreais no YouTube, em que repetia frases sem sentido olhando fixo para a câmera, com humor, mistério e uma estética de boneca fora do lugar. O estranhamento virou marca registrada e, junto com o EP Bubblebath (2016) e o álbum Poppy.Computer (2017), transformou a criadora de conteúdo em artista pop de verdade — só que com um pé sempre fora da caixinha.

A virada pro metal: quando o “robô” pegou peso

Se você parou de acompanhar Poppy lá atrás, no auge do synth-pop robótico, prepare-se para o choque. O álbum I Disagree (2020) jogou guitarras pesadas, elementos eletrônicos e vocais melódicos em um liquidificador e saiu de lá com indicação ao Grammy de Melhor Performance de Metal por “BLOODMONEY”. Dali em diante, Poppy foi cada vez mais fundo no djent — subgênero do metal progressivo que usa guitarras de extensão estendida e ritmos quebrados — e coleciona parcerias com nomes como Ghostemane, Knocked Loose, Amy Lee (Evanescence) e até a japonesa Babymetal. Ou seja: a menina do YouTube hoje transita com naturalidade entre o pop mais artificial e o metal mais hostil.

Empty Hands: a fase mais pesada (e mais gritada) da carreira

O álbum mais recente, Empty Hands (2026), é descrito como a fase mais pesada, tecnicamente exigente e vocalmente brutal da carreira de Poppy — produzido por Jordan Fish, ex-tecladista e produtor do Bring Me The Horizon, que por sinal também toca hoje no Rock in Rio. O disco aposta no contraste entre melodias limpas e passagens de gritaria e instrumental pesado, resumindo bem o que Poppy vem fazendo desde que trocou o synth-pop pelo peso: nunca ficar parada no mesmo lugar por muito tempo. Antes do festival, a artista já tinha testado o terreno brasileiro abrindo a turnê do Linkin Park por aqui em 2025 e tocando no Cine Joia, em São Paulo.

Poppy no Rock in Rio 2026: horário, palco e o que esperar

Poppy sobe ao Palco Sunset às 20h10 deste sábado (5), no mesmo dia em que o Palco Mundo recebe o já comentado tipo de repertório de peso que já vimos por aqui em shows anteriores do festival. A expectativa é de um show com forte apelo visual, misturando momentos mais pesados com elementos performáticos — a assinatura de uma artista que nunca escondeu o quanto gosta de acompanhar imagem e som.

De olho no dueto com o Bad Omens

Um dos motivos para não perder o horário: a expectativa de que Poppy reprise ao vivo “V.A.N.”, parceria com o Bad Omens, que também está escalado para o “dia do metal” do festival. Se o encontro acontecer no palco, deve ser um dos momentos mais compartilhados do dia — na mesma linha de outras curiosidades de bastidor que já contamos por aqui, como o estilo de vida straight edge de três dos quatro integrantes do Rise Against.

Por que essa escalação faz sentido no dia do metal

Colocar Poppy entre Sepultura, Machine Gun Kelly, Bring Me The Horizon e Avenged Sevenfold pode parecer, à primeira vista, corpo estranho — mas é exatamente o oposto. A trajetória dela, do pop artificial ao metal técnico, é o resumo perfeito de um dia inteiro dedicado a mostrar que o gênero não cabe mais em uma única definição. Quem for ao Palco Sunset às 20h10 vai ver ao vivo o que uma criadora de conteúdo pode virar quando decide, do nada, pegar peso — literalmente.