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A profunda conexão de Marina Sena com o Candomblé e a influência em sua arte

Marina Sena nunca escondeu que sua voz e sua presença de palco são “guiadas”. Em diversas entrevistas e em suas redes sociais, a artista natural de Taiobeiras (MG) reforça que o Candomblé é onde ela encontra o equilíbrio necessário para lidar com o peso da fama e as pressões da indústria musical.

Para Marina, a religião não é algo separado de sua rotina; é o que ela chama de “tecnologia de sobrevivência”. Ela já declarou abertamente que saúda seus orixás diariamente e que as rezas e conversas com as divindades fazem parte do seu cuidado pessoal, tanto quanto a terapia holística que costuma praticar.

Filha de Oxum: O amor e as águas doces

A identificação de Marina com Oxum é um ponto central de sua espiritualidade. Oxum é a orixá das águas doces, da beleza, da fertilidade e, acima de tudo, da sensibilidade e do amor.

  • No Palco: Quem vê Marina Sena performar percebe a fluidez e a sedução que são características atribuídas a essa divindade.

  • Na Estética: Suas escolhas visuais, que misturam o dourado (cor de Oxum), a feminilidade e uma certa “manhosidade” no canto, dialogam diretamente com esse arquétipo.

Marina vê em Oxum a força que rege sua criatividade. Ela já afirmou que essa conexão a ajuda a manter a sensibilidade aflorada, algo vital para uma compositora que vive de transformar sentimentos em ritmos pop.

Espiritualidade e “Mandinga” no Trabalho

A relação de Marina com a fé afro-brasileira transborda para sua obra visual e lírica. No clipe de “Mandinga”, por exemplo, a estética e o título já sugerem essa valorização da ancestralidade e da proteção espiritual. Ela utiliza o termo não apenas como um clichê, mas como uma afirmação de sua identidade como mulher brasileira que respeita suas raízes.

Ela faz parte de uma geração de artistas, como Anitta e Luedji Luna, que decidiram quebrar o estigma e o preconceito contra as religiões de matriz africana, falando sobre suas vivências nos terreiros com naturalidade e orgulho.

O Cuidado com Mente, Corpo e Espírito

Diferente de quem vê a religião apenas como ritos, Marina Sena relata uma vivência de autoconhecimento. Para ela, estar no Candomblé é uma forma de “limpar o canal” para que a arte possa passar.

“Eu converso com meus orixás o tempo todo. É o que me mantém no eixo enquanto o mundo ao redor parece estar girando rápido demais”, revelou em conteúdos compartilhados com seus fãs no Instagram.


Marina Sena é a prova de que a espiritualidade brasileira é um dos combustíveis mais potentes para a nossa música.

Entender a fé dela é entender por que o seu som soa tão “orgânico” mesmo sendo pop: há um fundamento ali que vem de longe, da terra e das águas.

Ao viajar pelos festivais onde Marina se apresenta, preste atenção na energia que ela emana. É um Axé que atravessa o microfone e atinge o público, transformando o show em um verdadeiro ritual de celebração à vida e ao amor.


E você, já tinha percebido as referências a Oxum nos figurinos da Marina? Acha que essa conexão espiritual é o que dá o “tempero” especial na voz dela? Comenta aqui embaixo e vamos celebrar a diversidade da nossa cultura!