tina turner

O único artista que Dave Grohl afirmou merecer cada centavo e aplauso que recebeu na carreira

No mundo do rock, é comum vermos egos inflados e disputas de quem toca mais alto ou quem vende mais discos. Mas se existe um cara que quebra essa hierarquia e age como o “embaixador da boa vizinhança” da música, esse alguém é Dave Grohl. De acordo com o Far out Magazine, o líder do Foo Fighters e ex-baterista do Nirvana sempre deixou claro que, para ele, a música é sobre união. No entanto, existe uma figura específica que faz até o “cara mais legal do rock” se curvar em sinal de respeito absoluto: a eterna Tina Turner.

Para Grohl, Tina não foi apenas uma estrela pop ou uma voz potente; ela foi a personificação da resiliência punk em um mundo dominado por engravatados e abusadores.

Além dos clichês de Beatles e Led Zeppelin

Convenhamos, falar bem de Beatles ou Led Zeppelin é chover no molhado. Todo mundo tem uma história de colégio ouvindo “Stairway to Heaven”. Mas Dave Grohl, com sua essência moldada no hardcore de Washington D.C. e em bandas como Bad Brains, enxerga além da superfície. Para ele, o verdadeiro rock and roll não está no contrato da gravadora, mas na atitude de quem “trapaceia o sistema” para ser ouvido.

E foi exatamente isso que Tina Turner fez. Quando ela ressurgiu nos anos 80 com o hino “What’s Love Got To Do With It“, ela não estava apenas voltando às paradas de sucesso. Ela estava chutando a porta após anos de um relacionamento abusivo e de uma indústria que tentou descartá-la. Para Grohl, essa volta por cima teve mais energia e “sangue nos olhos” do que qualquer banda de garagem que ele frequentou nos dias de CBGB.

“Ela merece tudo o que conquistou”

A declaração de Grohl veio com força total durante o período em que ambos foram induzidos ao Rock and Roll Hall of Fame. Na ocasião, ele não poupou palavras para exaltar a trajetória da cantora:

“Tina Turner, obviamente, merece tudo o que lhe foi concedido. Ver tantas mulheres sendo induzidas é impressionante e encorajador”, afirmou Grohl.

Para ele, ver Tina ser reconhecida como artista solo (já que ela já fazia parte do Hall por sua dupla com Ike Turner) foi um ato de justiça poética. Grohl reconhece que, embora o Foo Fighters lote estádios e tenha uma energia absurda, ninguém — absolutamente ninguém — conseguia tocar o terror em um palco como Tina. Seja em “Proud Mary” ou na visceral “Steel Claw”, ela era a força da natureza que todos os roqueiros tentam, sem sucesso, emular.

O encontro de titãs no Hall da Fama

Quando o Foo Fighters foi induzido no mesmo ano que a Rainha do Rock, houve um misto de celebração e alívio. Alívio porque, como bem pontuado pelos bastidores da música, se Tina resolvesse subir ao palco para uma performance completa naquela noite, até o carismático Dave Grohl pareceria um amador perto do furacão de perucas e pernas mais famosas do rock.

Grohl sabe que sua carreira é pavimentada por ídolos que “comeram poeira” para que ele pudesse tocar em arenas. E Tina Turner, com sua capacidade de transformar qualquer estádio em um clube suado e vibrante, era a prova viva de que o rock não tem gênero, mas tem pedigree.

Por que isso importa para o viajante musical?

Se você é o tipo de leitor que viaja para festivais ou busca destinos históricos como o Mississippi ou as casas de show de Londres, entender a conexão Grohl-Turner é fundamental. O rock é uma linha contínua de influência. Sem a coragem de Tina em se reinventar aos 40 e poucos anos, talvez não tivéssemos o espaço para artistas que desafiam as normas hoje.

Tina Turner recebeu tudo o que merecia: o ouro, o incenso, a mirra e, claro, a validação do maior entusiasta do rock moderno. Como diria o próprio Dave, em um mundo de cópias, seja uma Tina Turner.


E você, concorda com o Dave? Existe alguém hoje que tenha essa mesma “aura” de invencibilidade que a Tina tinha? Deixe seu comentário e compartilhe essa história com aquele seu amigo que acha que rock é “coisa de homem”!