Corey Taylor, vocalista do Slipknot, se apresentando ao vivo

Falling in Reverse Reúne Corey Taylor e Serj Tankian em “Joseph”: o Encontro Nu Metal Que Ninguém Esperava

Duas décadas de nu metal esperando por isso e ninguém viu chegar pela porta da Falling in Reverse. No dia 14 de setembro, a banda de Ronnie Radke soltou, de surpresa, o single e clipe de “Joseph” — com Corey Taylor (Slipknot) e Serj Tankian (System of a Down) dividindo os vocais na mesma faixa pela primeira vez na história. Sim, os dois. Juntos. Numa música só.

Corey Taylor, vocalista do Slipknot, se apresentando ao vivo
Foto: Wikimedia Commons (CC BY-SA)

O que rolou: “Joseph” é oficial

Segundo o Loudwire, “Joseph” chegou sem aviso prévio às plataformas de streaming acompanhada de um videoclipe dirigido por Jensen Noen. É a terceira faixa avulsa lançada pela Falling in Reverse desde o álbum Popular Monster, de 2024 — antes dela vieram as parcerias com Marilyn Manson (“God Is a Weapon”) e com o cantor country Hardy (“All My Women”). Ou seja: a banda está claramente numa fase de colecionar feats de peso, e essa aqui é, disparado, a mais improvável de todas.

Corey Taylor e Serj Tankian: o encontro que o nu metal esperava há 20 anos

Para quem acompanhou a cena nos anos 2000, colocar o vocalista do Slipknot e o vocalista do System of a Down na mesma música é quase um evento de calendário. São dois dos vocalistas mais reconhecíveis (e imitados) do metal — um pela raiva rouca e visceral, o outro pelo timbre teatral e imprevisível que vira e mexe soa como um grito político embrulhado em melodia. No clipe de “Joseph”, Taylor aparece com a máscara clássica do Slipknot, enquanto Tankian assume a seção mais melódica da faixa, com aqueles “trejeitos” vocais que qualquer fã de System of a Down reconhece de longe. Se você é dessas pessoas que já riu (e se identificou) com as nossas listas sobre 7 sinais de que você virou refém de System of a Down ou com o guia do sobrevivente para conversar com fã de SOAD, prepare-se: a régua da obsessão está prestes a subir de novo.

Por que “Joseph”? O significado por trás do título

Nada de mistério cósmico aqui, mas a curiosidade rende: “Joseph” é o nome do meio de Ronnie Radke. Ou seja, a faixa mais estrelada do ano na carreira da banda leva, no título, uma homenagem (ou brincadeira) direta ao próprio vocalista — o tipo de escolha que só faz sentido quando você já tem menos o que provar e mais liberdade para se divertir com a própria imagem.

Piano suave, riffs explosivos e uma letra pesada

Musicalmente, “Joseph” caminha por um território que mistura momentos de piano mais contidos com riffs de guitarra explosivos e texturas eletrônicas — uma receita que remete direto ao nu metal clássico que formou tanto Slipknot quanto System of a Down. Já no conteúdo, a composição trata de temas como guerra, violência social e ciclos de destruição, sem meias palavras. Como a Música Viajante segue a Lei 9.610/98, não reproduzimos trechos da letra aqui: o que você lê acima é uma paráfrase e contextualização do tema, não uma citação direta da composição.

O que isso sinaliza para o próximo álbum da Falling in Reverse

Até a publicação desta matéria, a banda não confirmou um novo álbum de estúdio — o que deixa em aberto se “Joseph”, “God Is a Weapon” e “All My Women” vão parar juntas num disco ou se vão continuar como uma sequência de eventos avulsos. De qualquer forma, o recado está dado: a Falling in Reverse virou uma máquina de reunir gente improvável no mesmo estúdio, e dessa vez a improbabilidade rendeu um dos momentos mais comentados do rock em 2026.

Repercussão: por que isso importa pra além da nostalgia

Vale lembrar que Ronnie Radke não é exatamente um consenso na cena — a saída polêmica do Escape the Fate e a história conturbada do vocalista sempre renderam tanto fãs fiéis quanto críticos de carteirinha. Por isso, ver dois nomes do calibre de Corey Taylor e Serj Tankian topando dividir microfone com ele em “Joseph” é lido por parte da imprensa especializada como um selo de aprovação da velha guarda do nu metal para a nova geração que a Falling in Reverse ajudou a moldar. Taylor, aliás, não é estranho a esse tipo de ponte geracional: o vocalista já emprestou a voz para colaborações fora do universo Slipknot em mais de uma ocasião. Já Tankian costuma ser mais seletivo — o que torna a presença dele em “Joseph” ainda mais notável para quem acompanha de perto os passos do System of a Down fora da banda.

Na prática, o single funciona como um evento duplo: serve tanto para quem quer matar a saudade do nu metal dos anos 2000 quanto para a legião mais jovem de fãs da Falling in Reverse, que agora tem um cartão de visitas e tanto para apresentar aos pais roqueiros. E, cravado o histórico recente da banda, dificilmente “Joseph” será a última surpresa do tipo em 2026.