Você não precisa ser um expert em música para reconhecer o som. Basta uma progressão de quatro notas, crua e poderosa, para que qualquer pessoa no planeta saiba que estamos falando de “Smoke on the Water”. Para muitos, é o primeiro passo no aprendizado da guitarra; para Lars Ulrich, é o monumento sagrado do rock que o transformou no músico que ele é hoje.
Em uma entrevista resgatada pela Far Out Magazine, o cofundador do Metallica não mediu palavras ao falar sobre o clássico do Deep Purple, presente no álbum Machine Head. Para Lars, a beleza da canção reside em sua acessibilidade quase universal e em sua marca icônica.
O riff que qualquer um consegue tocar
Lars, que é conhecido por sua batida energética (e por ser um fã fervoroso do que há de melhor no rock britânico), destacou a simplicidade genial de Ritchie Blackmore.
“Você realmente não precisa de um cara do Metallica para te dizer que esta é uma das maiores canções de rock de todos os tempos e, certamente, o riff definitivo do hard rock”, afirmou Lars à Classic Rock.
Ele foi além e brincou sobre a facilidade da melodia: “Eu não toco guitarra e consigo tocar. Meus filhos não tocam e conseguem tocar. Provavelmente os três caras que estão passando por mim na rua agora, que nem sabem quem é o Deep Purple, conseguem tocar esse riff”.
O trauma positivo aos nove anos de idade
A obsessão de Ulrich pelo Deep Purple não é por acaso. Enquanto crescia na Dinamarca, ele teve um encontro com o destino em 1973. Seu pai, um tenista profissional, o levou para um show da banda na abertura de um torneio em Copenhague. Lars tinha apenas nove anos.
O impacto foi imediato e “ensurdecedor”. Para o pequeno Lars, ver Ritchie Blackmore jogando a guitarra para o alto, esfregando-a nos alto-falantes e — pasmem — tocando-a com o bumbum, foi a coisa mais legal que ele já tinha visto na vida. “Na minha biblioteca musical, eles eram o extremo”, relembrou.
Deep Purple tocando Metallica?
Como todo superfã, Lars também gosta de imaginar cenários hipotéticos. Quando questionado sobre qual música do Metallica ele adoraria ver o Deep Purple fazendo um cover, ele não titubeou em escolher faixas que exigem o “tempero” instrumental de Blackmore.
Lars sugeriu que seria “fucking cool” ouvir o Deep Purple tocando a instrumental “Orion” ou o clássico “Welcome Home (Sanitarium)”, justificando que a vibe de balada pesada combinaria perfeitamente com as explosões de guitarra de seus ídolos.
O Legado que Viaja no Tempo
Para o musicaviajante.com.br, essa história reforça como a simplicidade é, muitas vezes, o segredo da imortalidade. O Deep Purple não precisou de mil notas para conquistar o mundo; eles precisaram do riff certo. E Lars Ulrich, que saiu da Dinamarca para dominar as arenas globais, é a prova viva de que um bom show de rock aos nove anos pode mudar o curso da história da música.
E você, qual foi o primeiro riff que aprendeu a tocar (ou a fingir que tocava)? “Smoke on the Water” ainda é o rei ou você acha que o Metallica já superou os mestres com “Enter Sandman”? Comenta aqui embaixo e vamos celebrar a herança de Ritchie Blackmore!

