O Dia do Metal no Rock in Rio 2026 rendeu muito peso sonoro, rodas de mosh e, inevitavelmente, faíscas políticas. Durante a apresentação da banda brasileira Supercombo no último sábado, 5 de setembro, uma fala contundente do vocalista Leo Ramos coincidiu com uma interrupção abrupta da transmissão oficial na TV fechada, acendendo um forte debate sobre censura nas redes sociais.
Confira os detalhes do episódio que movimentou a Cidade do Rock para o musicaviajante.com.br.
Polêmica no Rock in Rio: Transmissão corta fala política do Supercombo durante o Dia do Metal
O incidente aconteceu no encerramento de um dos momentos mais aguardados do setlist da banda: a clássica “Amianto”. Com a plateia cantando a plenos pulmões junto à grade, Leo Ramos aproveitou a pausa para se manifestar politicamente, pedindo que a extrema-direita seja “varrida do país nas próximas eleições”.
Imediatamente após a declaração, a transmissão ao vivo do canal Bis (Grupo Globo) sofreu um apagão de sinal e áudio. No lugar da apresentação, uma apresentadora entrou às pressas justificando o corte como “problemas técnicos”, enquanto vinhetas institucionais foram veiculadas. Menos de quarenta segundos depois, a imagem retornou ao palco com o discurso já finalizado e o grupo retomando o show normalmente.
O corte seco não passou despercebido por quem acompanhava de casa. Telespectadores relataram nas redes que a faixa instrumental sumiu de forma repentina antes da entrada das vinhetas, levantando suspeitas de controle editorial em tempo real. Até o momento, a emissora não emitiu pronunciamento oficial detalhando a falha técnica relatada na hora.
O show do Supercombo integrou a grade do segundo dia do festival, marcado pelo metal e rock alternativo, dividindo as atenções com atrações de peso como Avenged Sevenfold, Bring Me The Horizon, Poppy, Bad Omens e o encontro histórico entre Black Pantera e Nervosa.
https://www.youtube.com/watch?v=nVlCMRWp5F4&list=RDnVlCMRWp5F4&start_radio=1
Grandes festivais sempre foram palanques naturais de contestação, e o rock carrega no DNA o atrito com o status quo.
Interrupções técnicas em momentos cirúrgicos como esse invariavelmente geram ruído e desconfiança em tempos de redes ultraconectadas. Em vez de abafar a mensagem de Leo Ramos, o corte da transmissão serviu como combustível para viralizar o discurso muito além da plateia presente no festival.
Você acompanhou a transmissão ao vivo no sábado? Acha que o corte foi coincidência técnica ou reflexo do receio de manifestações políticas em transmissões de festivais? Comente aqui embaixo!

